13 de novembro, 2017
346

Este é um país que vai prá trás, por Fernando Brito no TIJOLAÇO

Enquanto a Folha dá uma manchete bem de acordo com a série “Agora a coisa vai” que você já se acostumou a ler nos jornais depois do golpe que levou Michel Temer ao Planalto, destacando um crescimento pífio de 1,1% nas receitas públicas (verdade capenga, porque ancorada numa correção inflacionária menor e na adoção de impostos novos, como o PIS/Cofins dos  combustíveis) a BBC chama a atenção sobre onde e com que vem sendo feita a “economia” que, ainda assim, nos deixa com um rombo de R$ 159 bi. Tijolaço - por Fernando Brito em 13/nov/2017 - Arte capa: Latuff Sul 21

É que os investimentos públicos em queda nos levam para trás no tempo, à época em que as estradas se deterioravam, a escassez de energia nos apagava e Saúde e Educação eram muito mais precários do que são hoje.

Nos investimentos dos governos estaduais, que não podem emitir dívida, o efeito foi mais rápido, mostra o repórter Andre Shalders:

O investimento de todos os governos estaduais somados caiu de R$ 57,8 bilhões em 2014 para R$ 28,7 bilhões acumulados em 12 meses até junho de 2017, segundo o levantamento da IFI. De 1994 a 2000, o investimento médio dos Estados ficou em R$ 30,6 bilhões por ano, em valores corrigidos. O investimento dos Estados deve fechar este ano em 0,4% do PIB, que é a soma de tudo que o país produz. Em 2014, a cifra era de 1%.

O mesmo deve se repetir no governo federal e nos municípios, segundo Orair, pesquisador que já estudava o tema no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) há quase dez anos, desde 2009.

Na União, onde os investimentos eram de R$ 141 bilhões em 2014,  diz a matéria, eles caíram previstos na lei orçamentária de 2017 para R$ 129,1 bilhões e vão baixar, em 2018, para R$ 98,6 bilhões (24% menores).

Este é, em todos os sentidos, um país que vai pra trás.
__________________________________________________________

NR do Jornal do Nassif em 14/11/2017 23h50:
matéria abaixo site do EL PAÍS Espanha - por ocasião da aprovação da PEC - veja que já apontava o que seria para o povo esta mudança constitucional.

Entenda o que é a PEC 241 (ou 55) e como ela pode afetar sua vida - EL PAÍS BRASIL São Paulo 13/DEZ/2016 - 23:41 * Com o objetivo de congelar gastos públicos e contornar a crise econômica, proposta divide especialistas

"(...) A PEC do teto atingirá de maneira igual ricos e pobres?
A população mais pobre, que depende do sistema público de saúde e educação, tende a ser mais prejudicada com o congelamento dos gastos do Governo do que as classes mais abastadas. A Associação Brasileira de Saúde Pública, por exemplo, divulgou carta aberta criticando a PEC. No documento a entidade afirma que a proposta pode sucatear o Sistema Único de Saúde, utilizado principalmente pela população de baixa renda que não dispõe de plano de saúde. Além disso, de acordo com o texto da proposta, o reajuste do salário mínimo só poderá ser feito com base na inflação - e não pela fórmula antiga que somava a inflação ao percentual de crescimento do PIB. Isso atingirá diretamente o bolso de quem tem o seu ganho atrelado ao mínimo...

"(...) O que vem depois da PEC?
A PEC é a prioridade da equipe econômica do Governo Temer, que vai pressionar por outras reformas nos próximos meses, como a Reforma da Previdência e Reforma Trabalhista..."

__________________________________________________________
Acesse, curta e recomende o JORNAL DO NASSIF

Participe do BLOG e comente esta matéria (dentro das regras abaixo)!

- Enviaremos um e-mail para confirmar se a postagem realmente é sua e não um fake (seu endereço de e-mail não será publicado, será mantido sob sigilo).
- Os comentários serão moderados e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva do autor do comentário.
- Não serão aceitas mensagens com links externos ao site, em letras maiúsculas, que ultrapassem 1000 caracteres, com ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência.
- Não há, contudo, moderação ideológica.
A ideia é promover o debate mais livre possível, dentro de um patamar mínimo de bom senso e civilidade.
Obrigado!

Limite de caracteres no comentário : 1000

Total restante: