30 de agosto, 2018
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Equinor se gaba do presente da Petrobrás com a venda de Carcará, por Alex Prado

O portal "Upstream Online" publicou matéria onde a Equinor (ex-Statoil) comunica oficialmente as excelentes perspectivas no pré-sal brasileiro. Boletim AEPET Associação dos Engenheiros da Petrobrás - 30/ago/2018

Como vaticinou o geólogo Luciano Seixas Chagas, a Equinor, sem citar os números, expõe o seu otimismo sobre as aquisições de Guanxuma, Carcará, Carcará Norte e Uirapuru onde concentrará seus futuros investimentos.

Diferente do que já informou antes, de modo ambíguo, a estatal norueguesa agora assume que os volumes de Carcará e Carcará Norte, juntos,  serão superiores a 2 bilhões de barris equivalentes em óleo recuperável. Em doses homeopáticas, um dia divulgará os números calculado por Chagas de 4 bilhões de barris equivalentes em óleo recuperável, com 90% de chance, referentes aos 2 ativos.

A Aepet reitera sua firme posição para que a privatização de Carcará seja revogada mediante auditoria e avaliação das responsabilidades (leia aqui).

Leia abaixo a tradução da matéria do Upstream Online:

A operadora norueguesa Equinor confirmou esta semana que encontrou "óleo de boa qualidade" em seu poço de exploração de Guanxuma na licença BM-S-8 na bacia de Santos, no Brasil.

A Equinor disse que o poço foi declarado uma descoberta de petróleo pelo regulador brasileiro ANP. Mais pesquisa ainda precisa ser realizada antes que algo esteja certo sobre a extensão de seu potencial comercial, mas o vice-presidente executivo de exploração da Equinor, Tim Dodson, descreveu o que se sabe até agora como "encorajador".

"Estamos atualmente terminando o poço Guanxuma. Encontramos um óleo de boa qualidade em um reservatório semelhante ao de Carcará, "o campo gigante que já foi descoberto no BM-S-8", explicou Dodson.

Ele disse que "a coluna de petróleo é esperada... para ser um pouco menor que Carcara, embora a extensão do campo seja praticamente a mesma", disse Dodson a jornalistas do ONS 2018.

"Nós estaremos avaliando esta descoberta e então poderemos falar sobre comercialidade. Mas o que vimos até agora foi encorajador ", disse o executivo da Equinor.

"O plano é que, uma vez que tenhamos terminado em Guanxuma, possamos avançar para o  Carcará Norte", disse Dodson.

A notícia sobre Guanxuma foi apresentada em uma teleconferência da Equinor com analistas em conexão, com seus resultados trimestrais, no mês passado.

Não foram perfurados poços na Carcará Norte, que foi concedida à Equinor em uma rodada de licenciamento do pré-sal brasileiro em setembro passado. "Haverá pelo menos dois poços de avaliação para perfurar e testar, e potencialmente para um terceiro", acrescentou Dodson.

Os executivos da Equinor pouco fazem para esconder sua empolgação com o Carcará, que incorpora a fatia do campo no BM-S-8 e no Carcara Norte, que eles estimam conter mais de 2 bilhões de barris de óleo equivalente.

"Isso está na faixa de Johan Sverdrup", disse o vice-presidente executivo de desenvolvimento e produção da Equinor no Brasil, Anders Opedal.

Ele acrescentou que a Equinor já está começando a pensar em opções de desenvolvimento, já que tem como alvo potencial iniciar a produção por volta de 2023 ou 2024.

"Estamos trabalhando agora na fase de conceito. Esse será o primeiro campo do pré-sal a ser desenvolvido e operado por uma empresa internacional no Brasil ", acrescentou.

Enquanto isso, a Equinor e a Petrobrás estão unindo forças para utilizar sua expertise tecnológica combinada para aumentar o fator de recuperação no campo de Roncador na bacia de Campos.

"Nossa missão em Roncador é aumentar o fator de recuperação em 5%, o que adicionará cerca de 500 milhões de barris de petróleo produzidos neste campo", disse Opedal.

"Para fazer isso, usaremos nossa expertise e da Petrobrás em IOR, e especialmente aquela adquirida na plataforma continental norueguesa, para iniciar um novo projeto no campo de Roncador."

"Como esses 500 milhões de barris de petróleo recuperáveis são semelhantes aos do campo de Johan Castber, nosso objetivo aqui é conseguir outro Johan Castberg do campo de Roncador", disse ele.
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Leia também:

Nota da AEPET sobre a venda do campo Carcará, no pré-sal - Data: 26/01/2017 

A diretoria da Petrobrás anunciou no dia 29 de julho a venda, por US$ 2,5 bilhões, de 66% de participação no bloco exploratório BM-S-8, onde está localizada a área de Carcará, no pré-sal da Bacia de Santos, para a estatal norueguesa Statoil. Segundo a nota " Nossos diretores de Finanças e de Relações com Investidores, Ivan Monteiro, e de Exploração e Produção, Solange Guedes, explicaram que a operação se baseia numa estratégia de gestão do nosso portfólio que tem como objetivo priorizar ativos que nos permitam manter a padronização de equipamentos para reduzir o custo de investimento, ao mesmo tempo em que busca ativos que gerem receita no curto prazo, a fim de melhorar o perfil da nossa dívida. Eles ressaltaram também a importância da operação para alcançar a meta de parcerias e desinvestimentos de US$ 15,1 bilhões no período 2015-2016." - continua, acesse o link aqui !
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