10 de março, 2020

A cafajestagem Bolsominion, por Paulo Brondi

“Bolsonaro é um cafajeste. Não há outro adjetivo que se lhe ajuste melhor”. A declaração faz parte de um texto escrito, para as redes sociais, pelo Promotor de justiça da cidade de Jataí, interior de Goiás, Paulo de Tharso Brondi de Paula Rodrigues.

Arte capa: Monstro, por Renato Aroeira. Arte matéria: Bira Dantas, no Humor Político por Jornal do Nassif. Fonte d matéria: Portal Dia On Line (Goiás) por Toni Nascimento em 04/03/2020 - 17h11

Também conhecido apenas como Dr. Paulo Brondi, o promotor teve seu texto viralizado na internet nos últimos dias. Sua ácida crítica ao presidente Jair Bolsonaro e aqueles que o rodeiam rendeu republicações tanto nas próprias redes sociais, quanto também em grandes portais da internet.

No seu blog pessoal no UOL, o popular jornalista Juca Kfouri publicou o texto do promotor goiano na integra. O título, que segue a mesma acidez do texto, não poderia ser diferente: A cafajestagem Bolsominion.

Dr. Paulo Brondi, em sua critica, começa seu post definindo Bolsonaro, sua família e seus aliados como cafajestes. A critica do promotor também alcança aqueles que enxergam no presidente uma identificação.

“Porém, não é só. E algo que se constata é pior. Fossem esses os únicos cafajestes, o problema seria menor.  Mas, quantos outros cafajestes não há neste país que veem em Bolsonaro sua imagem e semelhança?”, declara.

Além disso, o promotor continua: “aquele tio idiota do churrasco, aquele vizinho pilantra, o amigo moralista e picareta, o companheiro de trabalho sem-vergonha. Bolsonaro, e não era segredo pra ninguém, reflete à perfeição aquele lado mequetrefe da sociedade.”

Dr. Paulo Brondi ainda afirma que “nem todo bolsonarista é canalha, mas todo canalha é bolsonarista”. Além disso, ele também declara que o “bolsonarismo ousou voar alto, mas o tombo poderá ser infinitamente mais doloroso, cedo ou tarde.”

Por fim, ele conclui seu pensamento dizendo que “Jair Messias Bolsonaro é a parte podre de um país adoecido”.

O Portal Dia Online entrou em contato com o promotor para falar um pouco mais sobre o post e sobre seu posicionamento diante o cenário político atual, mas ele prefere não dar entrevista.

Apesar disso, ele afirma que escreveu o texto como cidadão, que segue abaixo na íntegra.
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A cafajestagem Bolsominion

Bolsonaro é um cafajeste. Não há outro adjetivo que se lhe ajuste melhor.

Cafajestes são também seus filhos, decrépitos e ignorantes. Cafajeste é também a maioria que o rodeia.

Porém, não é só. E algo que se constata é pior. Fossem esses os únicos cafajestes, o problema seria menor.

Mas, quantos outros cafajestes não há neste país que veem em Bolsonaro sua imagem e semelhança?

Aquele tio idiota do churrasco, aquele vizinho pilantra, o amigo moralista e picareta, o companheiro de trabalho sem-vergonha…

Bolsonaro, e não era segredo pra ninguém, reflete à perfeição aquele lado mequetrefe da sociedade.

Sua eleição tirou do armário as criaturas mais escrotas, habitués do esgoto, que comumente rastejam às ocultas, longe dos olhos das gentes.

Bolsonaro não é o criador, é tão apenas a criatura dessa escrotidão, que hoje representa não pela força, não pelo golpe, mas, pasmem, pelo voto direto.

Não é, portanto, um sátrapa, no sentido primeiro do termo.

Em 2018 o embate final não foi entre dois lados da mesma moeda. Foi, sim, entre civilização e barbárie. A barbárie venceu. 57 milhões de brasileiros a colocaram na banqueta do poder.

Elementar, pois, a lição de Marx, sempre atual: “não basta dizer que sua nação foi surpreendida. Não se perdoa a uma nação o momento de desatenção em que o primeiro aventureiro conseguiu violentá-la”.

Muitos se arrependeram, é verdade. No entanto, é mais verdadeiro que a grande maioria desse eleitorado ainda vibra a cada frase estúpida, cretina e vagabunda do imbecil-mor.

Bolsonaro não é “avis rara” da canalhice. Como ele, há toneladas Brasil afora.

A claque bolsonarista, à semelhança dos “dezembristas” de Luís Bonaparte, é aquela trupe de “lazzaroni”, muitos socialmente desajustados, aquela “coterie” que aplaude os vitupérios, as estultices do seu “mito”.

Gente da elite, da classe média, do lumpemproletariado. Autodenominam-se “politicamente incorretos”. Nada. É só engenharia gramatical para “gourmetizar” o cretino.Jair Messias é um “macho” de meia tigela. É frágil, quebradiço, fugidio. Nada tem em si de masculino. É um afetado inseguro de si próprio. E, como ele, há também outras toneladas por aí.

O bolsonarismo reuniu diante de si um apanhado de fracassados, de marginais, de seres vazios de espírito, uma patuléia cuja existência carecia até então de algum significado útil.

Uma gentalha ressentida, apodrecida, sem voz, que encontrou, agora, seu representante perfeito.

O bolsonarismo ousou voar alto, mas o tombo poderá ser infinitamente mais doloroso, cedo ou tarde.

Nem todo bolsonarista é canalha, mas todo canalha é bolsonarista.

Jair Messias Bolsonaro é a parte podre de um país adoecido.

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